Rudder · infraestrutura de borda soberana

Infraestrutura pública operada em território nacional, com software livre e auditoria completa.

Rudder é o painel de controle que permite a uma equipe pequena operar DNS, proxy reverso, firewall, e-mail institucional e certificados TLS em servidores próprios, sem depender de provedores estrangeiros. Cada mudança fica registrada: quem fez, quando, o que mudou e se deu certo.

Em produção na pop.coop desde abril de 2026 · 100% software livre · IPv6 nativo

Abril/2026em produção na infraestrutura da cooperativa
1.800+testes automatizados executados a cada mudança
24decisões de arquitetura registradas e públicas (ADRs)
0dependências de nuvem ou CDN estrangeira

01 · O problema

Hoje, o caminho até um site público brasileiro passa por empresas de fora.

Portais, sistemas e e-mails de prefeituras, estados e autarquias costumam depender de CDNs, nuvens e serviços de DNS estrangeiros. Funciona, mas cria seis riscos estruturais que ninguém no órgão controla.

Jurisdição estrangeira

Dados de cidadãos trafegam e ficam armazenados sob leis de outros países. A LGPD exige controle sobre o tratamento; um contrato com provedor estrangeiro não garante isso.

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Custo em dólar

Faturas indexadas ao câmbio, com preços e planos que mudam sem negociação. O orçamento público não acompanha.

Aprisionamento tecnológico

Configurações, automações e integrações ficam presas ao fornecedor. Trocar custa mais do que ficar, mesmo quando o serviço piora.

Ponto único de falha

Quando um grande provedor global cai, caem juntos milhares de serviços que não têm relação entre si, inclusive os públicos.

Equipe local não aprende

Operar por painel de terceiro não forma ninguém. A capacidade técnica do órgão não cresce, e a dependência se perpetua.

?

Caixa-preta

Não há como auditar o que o provedor faz com o tráfego, nem provar para o controle externo como uma mudança foi feita e por quem.

02 · O que é o Rudder

Um único painel sobre uma pilha inteira de software livre.

O Rudder não substitui os componentes de rede consagrados: ele os opera. Lê o estado vivo de cada um, compara com o que está registrado e deixa a equipe alterar por formulário, com validação antes de aplicar e registro depois.

  • Produção é a fonte da verdade. O painel importa o estado real dos servidores e mostra divergências, em vez de confiar em um arquivo que pode estar desatualizado.
  • Toda mudança passa por validação. Uma regra de firewall ou um backend novo é checado antes de ser aplicado; se o equipamento recusa, o Rudder desfaz.
  • Alta disponibilidade de fábrica. Duas bordas com failover automático, dois servidores DNS, e a aplicação de configuração é atômica nos dois lados.
  • Multi-organização. Cada órgão ou secretaria enxerga e altera só o que é seu; a equipe operadora enxerga tudo, com registro.
  • IPv6 nativo. Tráfego IPv6 chega direto ao servidor final, sem tradução de endereços; IPv4 legado passa pelo proxy. Alinhado à exigência de IPv6 nas contratações públicas.
Rudder painel · API · auditoria · validação SSH / API · aplicação atômica nos dois lados Borda · VyOS ×2 Proxy · HAProxy DNS · PowerDNS ×2 E-mail · Stalwart firewall · NAT · VRRP SNI · TLS passthrough autoritativo · ns1 + ns2 SMTP · IMAP · DKIM Internet cidadãos · IPv4 e IPv6 Servidores do órgão · Proxmox portais · sistemas · TLS termina aqui, nunca no meio do caminho entrada IPv4 legado → proxy IPv6 → direto, sem NAT filtro de estado nas bordas Cada componente é software livre consolidado. O Rudder é a camada de operação, auditoria e política.

Arquitetura de exposição: o certificado TLS fica no servidor final do órgão. Nenhum intermediário lê o tráfego.

03 · Capacidades

O que a equipe opera pelo painel, hoje.

Tudo abaixo está em uso em produção. Cada item corresponde a uma área do painel, com formulários, validação e trilha de auditoria.

Proxy reverso e ingresso

Publicação de sites e sistemas por domínio, com roteamento por SNI e TLS terminando no servidor final. Implantação por GitOps ou correção imediata, sempre com verificação de configuração antes do reload.

HAProxy · PROXY protocol v2

DNS autoritativo

Zonas e registros em dois servidores DNS, com detecção de divergência entre eles, importação de zonas existentes no formato BIND e verificação de delegação ao vivo.

PowerDNS · ns1 + ns2
🔒

Certificados TLS automáticos

Emissão e renovação via ACME com validação por DNS, inclusive certificados curinga, sem expor porta nenhuma para isso. Inventário de certificados com validade e status.

ACME DNS-01 · renovação automática

Firewall, NAT e alta disponibilidade

Regras de filtro, grupos de endereços, DNAT e SNAT aplicados de forma atômica nas duas bordas. Failover de gateway (VRRP) operado pelo painel, com estado ao vivo.

VyOS · VRRP · sync-group

E-mail institucional

Domínios, contas e grupos em servidor de e-mail próprio, com verificação ao vivo de SPF, DKIM, DMARC e MX, e ciclo de vida do certificado do servidor de correio.

Stalwart Mail Server

Defesa de borda

Análise de tráfego por IP, país e sistema autônomo, com pontuação de risco, limite de taxa e bloqueio por revisão humana. Página de contestação para bloqueios e canal LGPD de remoção de dados.

observar primeiro, bloquear depois

Observabilidade

Painel ao vivo de CPU, memória, conexões e banda de cada equipamento; maiores consumidores de tráfego em tempo real; verificação paralela de saúde de todos os subsistemas.

Prometheus · node_exporter

Redes e endereçamento

Alocação de VLANs e sub-redes por organização, classificação de endereços IPv6 por provedor de trânsito e túneis IPv6 alternativos geridos pelo painel.

VLAN · IPv6 upstreams

Acesso administrativo zero-trust

Acesso à rede de gestão por túnel criptografado com identidade por dispositivo, políticas de acesso e rotas anunciadas geridas pelo painel.

WireGuard · Headscale

04 · Por dentro

Simples de ler, difícil de errar.

Painéis ilustrativos, com dados fictícios, reproduzindo as telas de DNS e de firewall. O produto real usa o mesmo desenho.

05 · Segurança e conformidade

Feito para passar em auditoria, não só para funcionar.

As escolhas abaixo estão implementadas e cobertas por testes automatizados. O padrão de projeto é o mais exigente disponível, não o mais rápido.

  • Trilha de auditoria completa. Cada ação registra autor, recurso, modo de aplicação, sucesso ou erro e o estado antes e depois, com filtros e link permanente por evento.
  • Papéis e isolamento por organização. Quatro papéis (administrador e usuário do órgão; operador e suporte da rede). Toda consulta passa por um filtro de escopo obrigatório.
  • Autenticação forte. Senhas com Argon2id e verificação contra vazamentos conhecidos; segundo fator TOTP com códigos de recuperação; login único (SSO) via OpenID Connect com chave de segurança física obrigatória para administradores.
  • Reautenticação para ações sensíveis. Exclusões definitivas e mudanças de alto impacto exigem confirmar a identidade de novo, com janela curta.
  • Proteções de aplicação. Limite de taxa por usuário e por IP com bloqueio progressivo, verificação de origem em toda escrita (anti-CSRF), HSTS, política de conteúdo e cabeçalhos de segurança em todas as respostas.
  • Segredos cifrados. Credenciais de integração guardadas cifradas no banco; chaves SSH e de serviço fora do repositório, com permissões restritas.
  • LGPD na borda. Política de privacidade pública explicando o que a defesa de borda processa; canal formal de solicitação de remoção (art. 18), revisado por pessoa, sem apagamento automático que possa ser abusado.
  • Sem apagamento silencioso. Recursos são arquivados, não destruídos. A exclusão definitiva vive em uma única tela, restrita, com reautenticação e verificação de dependências.
  • Qualidade verificável. Mais de 1.800 testes automatizados contra banco PostgreSQL real, integração contínua obrigatória antes de qualquer publicação, e verificação em produção após cada implantação.
  • Decisões documentadas. Vinte e quatro registros de decisão de arquitetura (ADRs) explicam o porquê de cada escolha estrutural, do fluxo de trabalho ao modelo de confiança zero.

06 · Modelo cooperativo

Uma nuvem em rede, não um data center só.

O Rudder foi desenhado para uma rede de cooperados que trazem infraestrutura de tamanhos diferentes. Quatro níveis tornam isso explícito e permitem colocar cada serviço onde ele deve ficar.

NÍVEL 1

Empresarial

Data center real: nobreak, gerador ou solar, múltiplos provedores e sistema autônomo próprio. Hospeda e-mail, DNS e o que não pode parar.

SLA realista: 99,9%+
NÍVEL 2

Corporativo

Rack em escritório ou pequeno DC, servidores de linha, link empresarial com IP fixo. Produção estável e sistemas regulados.

SLA realista: 99,5%
NÍVEL 3

Profissional

Equipamento reaproveitado em banda larga de qualidade. Homologação, réplicas de leitura e cargas tolerantes a reinício.

SLA realista: 99%
NÍVEL 4

Solidário

Mini-PC ou Raspberry Pi em conexão residencial, com túnel IPv6 fornecido pela rede. Porta de entrada para quem quer participar sem grande investimento.

melhor esforço

Licença livre com compromisso ético

O Rudder é distribuído sob a Licença CHARRUA v1.2, copyleft latino-americano: o código pode ser usado, estudado, modificado e redistribuído, e versões modificadas em rede devem ser publicadas. A licença veda explicitamente o uso para vigilância em massa, armas autônomas, repressão estatal e discriminação algorítmica. Um governo que adota o Rudder adota também esse compromisso.

07 · Para governos e órgãos públicos

O que muda para uma prefeitura, um estado ou uma autarquia.

O Rudder é a peça de operação do programa de soberania digital da pop.coop. Na prática, um órgão passa a ter:

🇧🇷

Dados e tráfego no Brasil

Portais e sistemas hospedados em nós da rede em território nacional, com o certificado TLS no servidor do próprio órgão. Ninguém no meio do caminho lê o conteúdo.

E-mail institucional próprio

Domínio do órgão em servidor de correio auditável, com SPF, DKIM e DMARC verificados pelo painel. Fim da dependência de suítes estrangeiras para a comunicação oficial.

DNS soberano

As zonas do órgão ficam em servidores autoritativos operados pela rede cooperativa, com redundância e verificação de delegação, em vez de painéis de registradores de fora.

Prova para o controle externo

Cada mudança de configuração tem autor, data, motivo e resultado registrados. Tribunais de contas e controladorias recebem evidência, não relato.

Equipe local capacitada

O órgão opera pelo painel desde o primeiro dia e, se quiser, assume a operação completa. O objetivo é transferir capacidade, não criar um novo fornecedor indispensável.

R$

Custo em reais, previsível

Infraestrutura de cooperados brasileiros e software livre sem licença por uso. Sem surpresa cambial nem mudança unilateral de plano.

Como começa

Diagnóstico

Levantamento dos domínios, sistemas e e-mails do órgão e de onde cada um está hospedado hoje. Resultado: um mapa de dependências externas e um plano de migração por etapas.

Piloto

Um domínio e um serviço de baixo risco (o portal de transparência, por exemplo) migram para a rede. A equipe do órgão opera no painel com acompanhamento da cooperativa.

Operação assistida e transferência

Migração gradual do restante. A cooperativa opera junto até a equipe local estar confortável, com trilha de auditoria completa desde o primeiro dia.

08 · Estado do projeto

Onde o Rudder está, sem exagero.

O software está em produção na infraestrutura da própria cooperativa, operando seus serviços e os de organizações associadas. Está em evolução ativa e a tabela abaixo diz o que já é rotina e o que ainda vem.

ÁreaSituaçãoDetalhe
Proxy, DNS, firewall, e-mailem produçãoOperação diária pelo painel, com importação do estado vivo e trilha de auditoria.
Certificados TLS automáticosem produçãoEmissão por ACME com validação DNS; modo de terminação na borda opcional por domínio.
Defesa de borda e observabilidadeem produçãoAnálise de tráfego e pontuação de risco em modo de observação; bloqueio só após revisão humana.
IPv6 com múltiplos provedores de trânsitoem produçãoClassificação de endereços por provedor e túneis alternativos geridos pelo painel.
API pública e automação por infraestrutura como códigoem andamentoTokens de API por usuário já existem; a API versionada e o provedor OpenTofu/Terraform estão planejados.
Federação entre múltiplos data centersem andamentoArquitetura decidida (ADR-0010); posicionamento de cargas por nível de cooperado em construção.
Publicação do código-fonteplanejadoO repositório é hoje privado enquanto passa por revisão jurídica da licença. Acesso para auditoria por órgãos interessados pode ser combinado com a cooperativa.

09 · Contato

Conversar com a cooperativa.

A pop.coop é uma cooperativa de tecnologia. O diálogo institucional acontece pelo formulário do programa de desenvolvimento, e o material técnico vive no Forgejo da cooperativa.